Apenas 1 grama desta substância pode matar 50 milhões e deixa mais 50 milhões doentes!
Este
elemento radioativo de número atômico 84, foi encontrado em 1898.
O Polônio-210 (Po-210) é um elemento mortal que causa um
efeito violento no corpo humano. Descoberto por Marie Curie, ele é uma das
substâncias mais tóxicas conhecidas pelo homem, tanto que um mísero grama dela
pode fazer um estrago gigantesco. A substância rara rendeu à Dra. Curie, o
Prêmio Nobel de Química em 1911. A cientista descobriu o polônio em uma fonte
de urânio.
A primeira vítima
Na vida, tudo tem um preço. Uma frase clichê que permite à
lei de Murphy agir sem clemência. A descoberta científica rendeu à Drª Curie um
prêmio Nobel, mas rendeu também a morte de sua filha Irène, devido à exposição
à substância. O elemento é tão perigoso que poderia matar cerca de 50 milhões
de pessoas e deixar outros 50 milhões doentes, com apenas 1 grama.
Caso mais comentado
Durante os anos de Guerra Fria, a disputa científica trouxe
aos laboratórios secretos da maioria das organizações de espionagens do mundo,
uma variedade de substâncias e elementos químicos à disposição dos cientistas
para análise e aprimoramento das tecnologias em geral.
O ex-espião soviético da KGB, Alexander Litvinenko que, na
época trabalhava para serviço secreto britânico MI6, bebia seu chá durante um
encontro formal com outros dois soviéticos e, provavelmente nesse momento,
ingeriu a dose de Po-210 que o matou. A radiação tomou-lhe por inteiro, levando
à morte algumas semanas depois do encontro.
Após necropsias e estudos, concluiu-se que os homicidas
utilizaram 26,5 microgramas para mata-lo. Essa dose já foi considerada
excepcionalmente alta.
Os resultados do Po-210
O perigo do Po-210 é proveniente de sua radiação e seus
efeitos acontecem apenas se ele for ingerido de alguma maneira, inalado ou pelo
contato com cortes e feridas na pele.
No caso de Litvinenko, o Po-210 atingiu fígado, rins, medula
óssea, trato gastrointestinal e gônadas após concentrar-se nas células
vermelhas do sangue.
O Po-210 rouba os elétrons das moléculas em seu caminho,
conforme viaja através do corpo, e danos ao DNA podem causar morte celular e
mutações que afetam a replicação celular. Dentro de dias, as pessoas passam a
ter sintomas como vômitos, seguidos de falência da medula óssea e perda de
cabelo. Em doses mais elevadas, síndromes gastrointestinal, cardiovascular e do
sistema nervoso central também podem ocorrer. Esta última é irreversível e
conduz à morte.
O Po-210 no ambiente
A substância pode ser encontrada no corpo humano. É
facilmente achada em frutos do mar e fumantes, por exemplo, possuem acúmulo de
Po-210 no tórax. Mas dificilmente você vai morrer por isto.
Entretanto, pela pouca probabilidade de ingeri-lo, o
diagnóstico é muito impreciso. O médico teria de identificar o isótopo
radioativo no corpo com equipamentos muito específicos, tornando pouco provável
uma resposta rápida o suficiente para tomar providências.
Onde é vendido?
É uma das perguntas mais efusivas que fizeram desde o caso de
Litvinenko.
O polônio é vendido apenas em pequenas quantidades e seria
necessário adquirir 15 mil unidades, para ser capaz de matar uma única pessoa
ou, como no caso de Litvinenko, “seria necessário ter acesso a um reator
capaz de produzir tais materiais e um laboratório de radioquímica, pois o
polônio é feito a partir de um processo industrial nuclear”, de acordo com
o Professos Nick Priest, um dos poucos especialistas do Reino Unido que
trabalharam com Po-210.
Um dos principais especialistas do complexo campo da física
teórica afirmou que o Po-210 só poderia ter vindo de uma antiga fábrica nuclear
soviética que foi o único lugar no mundo com uma linha de produção de polônio,
e aparentemente, estaria fechada em Sarov, na Rússia.



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